{"id":58276,"date":"2023-10-05T15:30:26","date_gmt":"2023-10-05T06:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/monolith.law\/pt\/?p=58276"},"modified":"2025-11-13T13:39:21","modified_gmt":"2025-11-13T04:39:21","slug":"confidentiality","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality","title":{"rendered":"O que \u00e9 o dever de confidencialidade de um advogado? Explica\u00e7\u00e3o do \u00e2mbito de exclus\u00e3o do dever de confidencialidade e das penalidades"},"content":{"rendered":"\n<p>Os advogados t\u00eam o dever de &#8220;confidencialidade&#8221;. Os clientes podem ter que partilhar os seus segredos ou informa\u00e7\u00f5es privadas com o advogado durante a consulta, mas gra\u00e7as a este dever de confidencialidade, podem faz\u00ea-lo com confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, afinal, o que \u00e9 este &#8220;dever de confidencialidade&#8221; e at\u00e9 onde se estende? E se, por acaso, este dever de confidencialidade for quebrado, que tipo de penalidades podem ser aplicadas?<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, tamb\u00e9m explicaremos o \u00e2mbito de exclus\u00e3o do &#8220;dever de confidencialidade&#8221; e as respectivas penalidades.<\/p>\n\n\n\n<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_53 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-grey ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\">\n<span class=\"ez-toc-title-toggle\"><\/span><\/div>\n<nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#O_Dever_de_Confidencialidade_dos_Advogados\" title=\" O Dever de Confidencialidade dos Advogados \"> O Dever de Confidencialidade dos Advogados <\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#O_que_significa_%E2%80%9Ccliente%E2%80%9D_no_exercicio_da_profissao_de_advogado\" title=\"O que significa &#8220;cliente&#8221; no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de advogado\">O que significa &#8220;cliente&#8221; no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de advogado<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3'><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#O_dever_de_confidencialidade_aplica-se_mesmo_em_consultas_gratuitas\" title=\"O dever de confidencialidade aplica-se mesmo em consultas gratuitas\">O dever de confidencialidade aplica-se mesmo em consultas gratuitas<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Relacao_com_outros_advogados_do_mesmo_escritorio_de_advocacia\" title=\"Rela\u00e7\u00e3o com outros advogados do mesmo escrit\u00f3rio de advocacia\">Rela\u00e7\u00e3o com outros advogados do mesmo escrit\u00f3rio de advocacia<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Ambito_do_dever_de_confidencialidade_dos_advogados\" title=\"\u00c2mbito do dever de confidencialidade dos advogados\">\u00c2mbito do dever de confidencialidade dos advogados<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3'><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#O_que_e_%E2%80%9Csegredo_conhecido_no_exercicio_da_profissao%E2%80%9D\" title=\"O que \u00e9 &#8220;segredo conhecido no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o&#8221;\">O que \u00e9 &#8220;segredo conhecido no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o&#8221;<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#%E2%80%9CSegredos_de_pessoas_que_nao_sao_o_cliente%E2%80%9D_na_Lei_dos_Advogados\" title=\"&#8220;Segredos de pessoas que n\u00e3o s\u00e3o o cliente&#8221; na Lei dos Advogados\">&#8220;Segredos de pessoas que n\u00e3o s\u00e3o o cliente&#8221; na Lei dos Advogados<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Direito_de_recusa_de_testemunho_de_advogados\" title=\"Direito de recusa de testemunho de advogados\">Direito de recusa de testemunho de advogados<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-9\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Ambito_de_exclusao_do_dever_de_confidencialidade\" title=\"\u00c2mbito de exclus\u00e3o do dever de confidencialidade\">\u00c2mbito de exclus\u00e3o do dever de confidencialidade<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3'><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-10\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Quando_ha_disposicoes_especiais_na_lei\" title=\"Quando h\u00e1 disposi\u00e7\u00f5es especiais na lei\">Quando h\u00e1 disposi\u00e7\u00f5es especiais na lei<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-11\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Quando_ha_uma_razao_legitima\" title=\"Quando h\u00e1 uma raz\u00e3o leg\u00edtima\">Quando h\u00e1 uma raz\u00e3o leg\u00edtima<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-12\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Se_um_advogado_violar_o_dever_de_confidencialidade\" title=\"Se um advogado violar o dever de confidencialidade\">Se um advogado violar o dever de confidencialidade<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3'><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-13\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Penalidades_civis\" title=\"Penalidades civis\">Penalidades civis<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-14\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Penalidades_criminais\" title=\"Penalidades criminais\">Penalidades criminais<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-15\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Sancoes_disciplinares_da_Ordem_dos_Advogados\" title=\"San\u00e7\u00f5es disciplinares da Ordem dos Advogados\">San\u00e7\u00f5es disciplinares da Ordem dos Advogados<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-16\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/general-corporate\/confidentiality\/#Resumo_O_dever_de_confidencialidade_dos_advogados\" title=\"Resumo: O dever de confidencialidade dos advogados\">Resumo: O dever de confidencialidade dos advogados<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O_Dever_de_Confidencialidade_dos_Advogados\"><\/span> O Dever de Confidencialidade dos Advogados <span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"735\" height=\"490\" src=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-73920\" style=\"aspect-ratio:1.5;width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-2.jpg 735w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-2-250x167.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 735px) 100vw, 735px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os advogados est\u00e3o legalmente obrigados a n\u00e3o revelar a terceiros qualquer segredo que tenham conhecido no exerc\u00edcio da sua profiss\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 enquanto exercem a profiss\u00e3o, mas tamb\u00e9m ap\u00f3s a cessa\u00e7\u00e3o da atividade, durante toda a vida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p> Artigo 23 da Lei dos Advogados Japoneses <br> Os advogados, ou aqueles que j\u00e1 foram advogados, t\u00eam o direito e o dever de manter em segredo qualquer informa\u00e7\u00e3o que tenham obtido no exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es. No entanto, isto n\u00e3o se aplica se houver disposi\u00e7\u00f5es em contr\u00e1rio na lei. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma disposi\u00e7\u00e3o semelhante nas regras internas da ind\u00fastria estabelecidas pela Federa\u00e7\u00e3o Japonesa de Advogados.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p> Artigo 23 do Regulamento B\u00e1sico do Dever dos Advogados <br> Os advogados n\u00e3o devem, sem motivo justo, divulgar ou utilizar segredos que tenham conhecido no exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es sobre os seus clientes. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p> \u00c9 precisamente porque os advogados t\u00eam um dever de confidencialidade que os clientes podem confiar neles para resolver os seus problemas, e os advogados podem fazer julgamentos corretos ao obter o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es precisas poss\u00edveis dos seus clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 uma premissa essencial em todos os casos. <\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O_que_significa_%E2%80%9Ccliente%E2%80%9D_no_exercicio_da_profissao_de_advogado\"><\/span>O que significa &#8220;cliente&#8221; no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o de advogado<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"735\" height=\"490\" src=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-73921\" style=\"aspect-ratio:1.5;width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-3.jpg 735w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-3-300x200.jpg 300w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-3-250x167.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 735px) 100vw, 735px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>No Artigo 23 do Regulamento B\u00e1sico do Trabalho de Advogado, existe uma refer\u00eancia a &#8220;cliente&#8221;, mas isso n\u00e3o se limita apenas aos clientes que efetivamente assinaram um contrato de mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclui tamb\u00e9m aqueles que procuraram aconselhamento jur\u00eddico (incluindo consultas gratuitas) mas n\u00e3o chegaram a contratar os servi\u00e7os, bem como ex-clientes cujos casos j\u00e1 foram resolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, no caso de advogados de empresas clientes ou advogados internos (in-house lawyers), a organiza\u00e7\u00e3o (empresa) que emprega o advogado tamb\u00e9m \u00e9 considerada &#8220;cliente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O_dever_de_confidencialidade_aplica-se_mesmo_em_consultas_gratuitas\"><\/span>O dever de confidencialidade aplica-se mesmo em consultas gratuitas<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Particularmente importante \u00e9 a disposi\u00e7\u00e3o que estabelece que mesmo aqueles que procuraram aconselhamento jur\u00eddico (incluindo consultas gratuitas) mas n\u00e3o chegaram a contratar os servi\u00e7os s\u00e3o considerados &#8220;clientes&#8221;, e as informa\u00e7\u00f5es que ouviram est\u00e3o sujeitas ao dever de confidencialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em transa\u00e7\u00f5es comerciais normais, as informa\u00e7\u00f5es ouvidas em consultas e similares n\u00e3o est\u00e3o sujeitas ao dever de confidencialidade a menos que um chamado &#8220;contrato de confidencialidade&#8221; seja assinado. No entanto, no caso de advogados, as informa\u00e7\u00f5es ouvidas sob a rela\u00e7\u00e3o &#8220;advogado-cliente&#8221; ou &#8220;advogado-consulente&#8221; est\u00e3o sujeitas ao dever de confidencialidade, mesmo sem um contrato de confidencialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, se as informa\u00e7\u00f5es ouvidas unilateralmente de algu\u00e9m desconhecido, como o conte\u00fado do primeiro e-mail recebido atrav\u00e9s da p\u00e1gina de contato do site do escrit\u00f3rio de advocacia, estiverem sujeitas ao dever de confidencialidade, isso causar\u00e1 um grande inconveniente para o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, pode haver uma situa\u00e7\u00e3o em que, depois de aceitar um pedido de A e estar prestes a processar B, um &#8220;inqu\u00e9rito&#8221; relacionado ao caso em quest\u00e3o possa vir de B.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em muitos sites relacionados a advogados, incluindo este, acredita-se que muitos est\u00e3o operando sob as seguintes condi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ol>\n<li>Explicitar e confirmar que o conte\u00fado do primeiro e-mail de contato n\u00e3o est\u00e1 sujeito ao dever de confidencialidade<\/li>\n\n\n\n<li>Se for julgado que \u00e9 melhor ouvir a hist\u00f3ria espec\u00edfica sob o dever de confidencialidade, indicar isso na resposta ao primeiro e-mail de contato<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>Acredita-se que muitos casos est\u00e3o sendo operados desta forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es da Lei do Advogado, na fase do primeiro e-mail, ainda n\u00e3o se estabeleceu a rela\u00e7\u00e3o &#8220;advogado-consulente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Relacao_com_outros_advogados_do_mesmo_escritorio_de_advocacia\"><\/span>Rela\u00e7\u00e3o com outros advogados do mesmo escrit\u00f3rio de advocacia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, em rela\u00e7\u00e3o ao escrit\u00f3rio de advocacia ao qual pertencem, &#8220;os advogados associados n\u00e3o devem divulgar ou utilizar sem motivo justo os segredos que souberam no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es sobre os clientes de outros advogados associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso tamb\u00e9m se aplica ap\u00f3s deixarem de ser advogados associados do mesmo escrit\u00f3rio&#8221; (Artigo 56 do Regulamento B\u00e1sico do Trabalho de Advogado).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, os advogados do mesmo escrit\u00f3rio de advocacia que o advogado contratado tamb\u00e9m t\u00eam o mesmo dever de confidencialidade que o advogado contratado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Ambito_do_dever_de_confidencialidade_dos_advogados\"><\/span>\u00c2mbito do dever de confidencialidade dos advogados<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"735\" height=\"490\" src=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-4.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-73922\" style=\"aspect-ratio:1.5;width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-4.jpg 735w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-4-250x167.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 735px) 100vw, 735px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O_que_e_%E2%80%9Csegredo_conhecido_no_exercicio_da_profissao%E2%80%9D\"><\/span>O que \u00e9 &#8220;segredo conhecido no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o&#8221;<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Os advogados t\u00eam o dever de proteger informa\u00e7\u00f5es importantes (segredos) dos seus clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Conhecido no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o&#8221;, que est\u00e1 presente tanto no artigo 23 da Lei dos Advogados Japoneses como no artigo 23 do Regulamento B\u00e1sico do Trabalho dos Advogados, refere-se ao que o advogado aprendeu no processo de exercer a sua profiss\u00e3o, atrav\u00e9s de conversas ou documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso inclui n\u00e3o apenas o que foi aprendido nos casos em que o advogado est\u00e1 a trabalhar, mas tamb\u00e9m segredos de terceiros que foram revelados com base na confian\u00e7a no advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, segredos que o advogado aprendeu fora do trabalho, em situa\u00e7\u00f5es privadas, n\u00e3o est\u00e3o inclu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, se o \u00e2mbito for definido de forma demasiado ampla, podem surgir problemas, como o exemplo do e-mail de consulta mencionado anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, muitos escrit\u00f3rios de advocacia, incluindo o nosso, <\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Explicitam que telefonemas ou e-mails de consulta, pelo menos na fase inicial, n\u00e3o se baseiam na &#8220;confian\u00e7a no advogado&#8221; no sentido acima mencionado e, portanto, n\u00e3o est\u00e3o sujeitos ao dever de confidencialidade<\/li>\n\n\n\n<li>Explicam que, quando a consulta por e-mail passa para o n\u00edvel de &#8220;consulta jur\u00eddica&#8221;, &#8220;o que ouvirem a partir de agora ser\u00e1 mantido em segredo como parte do dever de confidencialidade&#8221;<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Acredita-se que esta \u00e9 a pr\u00e1tica comum.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/monolith.law\/contact\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/monolith.law\/contact[ja]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 um debate acad\u00e9mico sobre o que \u00e9 um &#8220;segredo&#8221;, mas geralmente inclui tanto coisas que uma pessoa comum gostaria de manter em segredo (teoria objetiva) como fatos que n\u00e3o s\u00e3o geralmente conhecidos e que a pessoa em quest\u00e3o gostaria particularmente de manter em segredo (teoria subjetiva).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"%E2%80%9CSegredos_de_pessoas_que_nao_sao_o_cliente%E2%80%9D_na_Lei_dos_Advogados\"><\/span>&#8220;Segredos de pessoas que n\u00e3o s\u00e3o o cliente&#8221; na Lei dos Advogados<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O artigo 23 do Regulamento B\u00e1sico do Trabalho dos Advogados estipula &#8220;segredos conhecidos no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o sobre o cliente&#8221;, enquanto o artigo 23 da Lei dos Advogados Japoneses estipula apenas &#8220;segredos conhecidos no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei dos Advogados Japoneses n\u00e3o menciona &#8220;sobre o cliente&#8221;, e o &#8220;segredo&#8221; nesta lei n\u00e3o se limita apenas aos segredos do cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, a quest\u00e3o \u00e9 se o dever de confidencialidade do artigo 23 da Lei dos Advogados Japoneses se aplica tamb\u00e9m aos segredos de pessoas que n\u00e3o s\u00e3o o cliente, ou se inclui os segredos de terceiros, incluindo a parte adversa do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a este ponto, existem tr\u00eas pontos de vista:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>O ponto de vista que limita o dever de confidencialidade aos &#8220;segredos do cliente&#8221; (teoria limitada)<\/li>\n\n\n\n<li>O ponto de vista que inclui os &#8220;segredos da parte adversa do cliente&#8221; no \u00e2mbito do dever de confidencialidade (teoria ilimitada)<\/li>\n\n\n\n<li>O ponto de vista que inclui os &#8220;segredos de pessoas que s\u00e3o equivalentes ao cliente&#8221; no \u00e2mbito do dever de confidencialidade (teoria de compromisso)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Em precedentes, embora seja uma decis\u00e3o sobre o crime de divulga\u00e7\u00e3o de segredos por m\u00e9dicos, foi declarado que<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>&#8220;O &#8216;segredo de uma pessoa&#8217; deve incluir n\u00e3o apenas o segredo da pr\u00f3pria pessoa que \u00e9 objeto de avalia\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o segredo de outras pessoas que o avaliador aprendeu no processo de realizar a avalia\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<cite>Decis\u00e3o final de 13 de fevereiro de 2012 (Heisei 24) (Criminal Collection Vol. 66 No. 4 p. 405)<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma impress\u00e3o de que, nos \u00faltimos anos, o Supremo Tribunal tem se inclinado para a teoria ilimitada.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, n\u00e3o houve uma discuss\u00e3o clara sobre isso, e \u00e9 necess\u00e1rio prestar aten\u00e7\u00e3o aos desenvolvimentos futuros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Direito_de_recusa_de_testemunho_de_advogados\"><\/span>Direito de recusa de testemunho de advogados<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"735\" height=\"490\" src=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-5.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-73923\" style=\"aspect-ratio:1.5;width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-5.jpg 735w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-5-300x200.jpg 300w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-5-250x167.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 735px) 100vw, 735px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Os advogados podem recusar-se a testemunhar em processos civis sobre factos que conheceram no exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es e que devem ser mantidos em segredo (Artigo 197.\u00ba, n.\u00ba 1, al\u00ednea 2, do C\u00f3digo de Processo Civil japon\u00eas), e podem recusar-se a apresentar documentos que contenham informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o isentas do dever de sil\u00eancio (Artigo 220.\u00ba, n.\u00ba 4, al\u00ednea h, do C\u00f3digo de Processo Civil japon\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p>Em processos criminais, os advogados podem recusar a apreens\u00e3o de objetos que possuem ou mant\u00eam devido a um mandato profissional e que se relacionam com o segredo de outra pessoa (Artigos 105 e 222, par\u00e1grafo 1, do C\u00f3digo de Processo Penal japon\u00eas), e podem recusar-se a testemunhar sobre factos que conheceram devido a um mandato profissional e que se relacionam com o segredo de outra pessoa (Artigo 149 do C\u00f3digo de Processo Penal japon\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s chamadas telef\u00f3nicas entre o cliente e o advogado, mesmo que exista um mandado de escuta emitido por um juiz (Artigo 3.\u00ba, n.\u00ba 1, da Lei de Intercep\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00f5es japonesa), as autoridades de investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem interceptar a chamada se for considerada relacionada com o trabalho do advogado (Artigo 15 da Lei de Intercep\u00e7\u00e3o de Comunica\u00e7\u00f5es japonesa).<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados podem recusar-se a prestar juramento, testemunhar ou apresentar documentos sobre factos que conheceram devido a um mandato profissional e que se relacionam com o segredo de outra pessoa, mesmo quando s\u00e3o convocados como testemunhas por qualquer das c\u00e2maras do parlamento para examinar propostas ou realizar investiga\u00e7\u00f5es sobre assuntos de Estado (ver Artigo 62 da Constitui\u00e7\u00e3o japonesa) (Artigo 4.\u00ba, n.\u00ba 2, da Lei de Testemunho do Parlamento japon\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p>Como estipulado no Artigo 23 da Lei dos Advogados japonesa, os advogados t\u00eam o forte direito de manter em segredo as informa\u00e7\u00f5es que conheceram no exerc\u00edcio das suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Ambito_de_exclusao_do_dever_de_confidencialidade\"><\/span>\u00c2mbito de exclus\u00e3o do dever de confidencialidade<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"735\" height=\"490\" src=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-6.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-73924\" style=\"aspect-ratio:1.5;width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-6.jpg 735w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-6-300x200.jpg 300w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-6-250x167.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 735px) 100vw, 735px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Quando_ha_disposicoes_especiais_na_lei\"><\/span>Quando h\u00e1 disposi\u00e7\u00f5es especiais na lei<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O artigo 23 da Lei dos Advogados Japoneses (Lei dos Advogados) afirma que &#8220;no entanto, isto n\u00e3o se aplica quando h\u00e1 disposi\u00e7\u00f5es especiais na lei&#8221;. Isto refere-se aos seguintes casos:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li> Em casos civis, quando o dever de sil\u00eancio \u00e9 dispensado (Artigo 197, par\u00e1grafo 2, da Lei de Processo Civil Japonesa). Por exemplo, quando h\u00e1 consentimento do cliente. <\/li>\n\n\n\n<li> Em casos criminais, quando o pr\u00f3prio indiv\u00edduo consente ou quando a recusa em testemunhar \u00e9 considerada um abuso do direito de faz\u00ea-lo apenas em benef\u00edcio do r\u00e9u (Artigo 149, provis\u00e3o especial, da Lei de Processo Penal Japonesa). <\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Quando_ha_uma_razao_legitima\"><\/span>Quando h\u00e1 uma raz\u00e3o leg\u00edtima<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O artigo 23 do Regulamento B\u00e1sico do Trabalho de Advogado (Regulamento B\u00e1sico do Trabalho de Advogado) menciona &#8220;sem uma raz\u00e3o leg\u00edtima&#8221;, mas de acordo com a &#8220;Explica\u00e7\u00e3o da 2\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Regulamento B\u00e1sico do Trabalho de Advogado&#8221; da Federa\u00e7\u00e3o Japonesa de Advogados (Mar\u00e7o de 2012 (Ano 24 da era Heisei, 2012)), &#8220;raz\u00e3o leg\u00edtima&#8221; refere-se ao seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li> Quando h\u00e1 consentimento do cliente. <\/li>\n\n\n\n<li> Quando \u00e9 necess\u00e1rio para a autodefesa do advogado.<br>Por exemplo, quando o advogado se torna parte em uma disputa civil, criminal, etc., relacionada ao caso em quest\u00e3o, ou quando \u00e9 essencial para a sua pr\u00f3pria afirma\u00e7\u00e3o e prova em um tribunal disciplinar ou em um local de resolu\u00e7\u00e3o de disputas. <\/li>\n\n\n\n<li> Para proteger a honra do advogado e corrigir graves mal-entendidos, dentro dos limites necess\u00e1rios, ou quando o advogado \u00e9 suspeito de crimes como obstru\u00e7\u00e3o \u00e0 execu\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, oculta\u00e7\u00e3o de provas, falsifica\u00e7\u00e3o de documentos, etc., ele deve eliminar essa suspeita por si mesmo. Nesses casos, a necessidade de testemunhar e consentir com a apreens\u00e3o pode ter prioridade sobre o dever de recusa, e nesses casos, a divulga\u00e7\u00e3o do segredo do cliente \u00e9 permitida para a autodefesa.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Se_um_advogado_violar_o_dever_de_confidencialidade\"><\/span>Se um advogado violar o dever de confidencialidade<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" width=\"735\" height=\"490\" src=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-7.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-73926\" style=\"aspect-ratio:1.5;width:840px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-7.jpg 735w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-7-300x200.jpg 300w, https:\/\/monolith.law\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2025\/11\/confidentiality-7-250x167.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 735px) 100vw, 735px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 uma penalidade direta estabelecida para a viola\u00e7\u00e3o do Artigo 23 da Lei dos Advogados Japoneses. No entanto, a viola\u00e7\u00e3o do dever de confidencialidade pode resultar em penalidades civis, penalidades criminais e san\u00e7\u00f5es disciplinares da Ordem dos Advogados.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Penalidades_civis\"><\/span>Penalidades civis<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Os advogados t\u00eam o dever de &#8220;cumprir o mandato de acordo com o seu prop\u00f3sito, com o cuidado de um bom administrador&#8221; (Artigo 644 do C\u00f3digo Civil Japon\u00eas) em rela\u00e7\u00e3o aos seus clientes, e acredita-se que o dever de confidencialidade surge como uma deriva\u00e7\u00e3o disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, se um advogado violar o dever de confidencialidade e prejudicar os interesses que devem ser protegidos legalmente pelo cliente, o advogado em quest\u00e3o tem o dever de pagar uma indeniza\u00e7\u00e3o por danos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, se um advogado tiver celebrado um contrato de confidencialidade especial com o cliente com anteced\u00eancia, o advogado ser\u00e1 penalizado com base nas cl\u00e1usulas desse contrato.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Penalidades_criminais\"><\/span>Penalidades criminais<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O Artigo 134, par\u00e1grafo 1, do C\u00f3digo Penal Japon\u00eas estabelece que &#8220;m\u00e9dicos, farmac\u00eauticos, vendedores de medicamentos, parteiras, advogados, defensores, not\u00e1rios ou aqueles que ocuparam esses cargos, sem motivo justo, que vazaram segredos que aprenderam em rela\u00e7\u00e3o ao seu trabalho, ser\u00e3o punidos com pris\u00e3o de at\u00e9 seis meses ou multa de at\u00e9 100.000 ienes&#8221;, e os advogados est\u00e3o sujeitos a este crime de divulga\u00e7\u00e3o de segredos.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Sancoes_disciplinares_da_Ordem_dos_Advogados\"><\/span>San\u00e7\u00f5es disciplinares da Ordem dos Advogados<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O Artigo 56, par\u00e1grafo 1, da Lei dos Advogados Japoneses estabelece que &#8220;advogados e sociedades de advogados que violem esta lei ou os estatutos da Ordem dos Advogados a que pertencem ou da Federa\u00e7\u00e3o Japonesa de Advogados, prejudicando a ordem ou a reputa\u00e7\u00e3o da Ordem dos Advogados a que pertencem, ou que cometam qualquer outra m\u00e1 conduta que possa resultar na perda de sua dignidade, seja no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es ou n\u00e3o, estar\u00e3o sujeitos a san\u00e7\u00f5es disciplinares&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A viola\u00e7\u00e3o do dever de confidencialidade por um advogado tem uma alta probabilidade de se enquadrar nesta categoria, resultando em san\u00e7\u00f5es disciplinares da Ordem dos Advogados a que pertence.<\/p>\n\n\n\n<p>O Artigo 57 da Lei dos Advogados Japoneses estabelece que as san\u00e7\u00f5es disciplinares incluem &#8220;advert\u00eancia&#8221;, &#8220;suspens\u00e3o de atividades por at\u00e9 2 anos&#8221;, &#8220;ordem de desligamento&#8221; e &#8220;expuls\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Se receber uma ordem de desligamento, n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel atuar como advogado. A expuls\u00e3o tem o mesmo efeito, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 permitido obter novamente a qualifica\u00e7\u00e3o de advogado por um per\u00edodo de 3 anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Resumo_O_dever_de_confidencialidade_dos_advogados\"><\/span>Resumo: O dever de confidencialidade dos advogados<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>Como tal, se um advogado violar o dever de confidencialidade, enfrentar\u00e1 s\u00e9rias penalidades. O dever de confidencialidade \u00e9 uma presen\u00e7a extremamente importante que estabelece a rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre o advogado e o cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos advogados cumprem rigorosamente o dever de confidencialidade estabelecido. Sinta-se \u00e0 vontade para consultar um advogado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os advogados t\u00eam o dever de &#8220;confidencialidade&#8221;. 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