{"id":58756,"date":"2023-11-10T19:14:39","date_gmt":"2023-11-10T10:14:39","guid":{"rendered":"https:\/\/monolith.law\/pt\/?p=58756"},"modified":"2023-11-21T10:18:42","modified_gmt":"2023-11-21T01:18:42","slug":"corporation-compensation-for-damages","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/monolith.law\/pt\/internet\/corporation-compensation-for-damages","title":{"rendered":"\u00c9 poss\u00edvel uma entidade jur\u00eddica solicitar indemniza\u00e7\u00e3o por danos? Explica\u00e7\u00e3o baseada em precedentes de difama\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 comum iniciar um processo de indemniza\u00e7\u00e3o por danos em caso de difama\u00e7\u00e3o online que constitua difama\u00e7\u00e3o. Mas quem ser\u00e1 o principal requerente numa a\u00e7\u00e3o de indemniza\u00e7\u00e3o por difama\u00e7\u00e3o? Isto torna-se um problema, pois n\u00e3o s\u00f3 os indiv\u00edduos, mas tamb\u00e9m as empresas podem ser alvo de difama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Num processo de difama\u00e7\u00e3o, quando a v\u00edtima \u00e9 uma empresa, a reputa\u00e7\u00e3o da empresa tamb\u00e9m pode ser prejudicada, o que pode resultar em danos comerciais. Nesse caso, a empresa, como pessoa jur\u00eddica, tamb\u00e9m pode ser a requerente.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, geralmente, a empresa, como requerente A, por exemplo, pode iniciar uma a\u00e7\u00e3o por viola\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito e direitos de reputa\u00e7\u00e3o, e o indiv\u00edduo que gere a empresa, como requerente B, por exemplo, pode iniciar uma a\u00e7\u00e3o por viola\u00e7\u00e3o de direitos de reputa\u00e7\u00e3o. No entanto, como a empresa e o seu gestor s\u00e3o personalidades distintas, cada um pode ser o requerente e iniciar processos separados.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos explicar um caso em que este ponto foi claramente decidido.<\/p>\n\n\n\n<div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_53 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-grey ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\">\n<span class=\"ez-toc-title-toggle\"><\/span><\/div>\n<nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/internet\/corporation-compensation-for-damages\/#Contexto_do_Caso\" title=\"Contexto do Caso\">Contexto do Caso<\/a><ul class='ez-toc-list-level-3'><li class='ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/internet\/corporation-compensation-for-damages\/#O_primeiro_caso_em_que_o_Diretor_Representante_se_tornou_o_queixoso\" title=\"O primeiro caso em que o Diretor Representante se tornou o queixoso\">O primeiro caso em que o Diretor Representante se tornou o queixoso<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/internet\/corporation-compensation-for-damages\/#O_segundo_caso_em_que_a_empresa_foi_a_queixosa\" title=\"O segundo caso em que a empresa foi a queixosa\">O segundo caso em que a empresa foi a queixosa<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-3'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/internet\/corporation-compensation-for-damages\/#%E2%80%9CProibicao_de_Iniciar_Acoes_Judiciais_Duplicadas%E2%80%9D_e_%E2%80%9CNe_Bis_in_Idem%E2%80%9D\" title=\"&#8220;Proibi\u00e7\u00e3o de Iniciar A\u00e7\u00f5es Judiciais Duplicadas&#8221; e &#8220;Ne Bis in Idem&#8221;\">&#8220;Proibi\u00e7\u00e3o de Iniciar A\u00e7\u00f5es Judiciais Duplicadas&#8221; e &#8220;Ne Bis in Idem&#8221;<\/a><\/li><\/ul><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/internet\/corporation-compensation-for-damages\/#Resumo\" title=\"Resumo\">Resumo<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/monolith.law\/pt\/internet\/corporation-compensation-for-damages\/#Apresentacao_das_medidas_adotadas_pelo_nosso_escritorio\" title=\"Apresenta\u00e7\u00e3o das medidas adotadas pelo nosso escrit\u00f3rio\">Apresenta\u00e7\u00e3o das medidas adotadas pelo nosso escrit\u00f3rio<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Contexto_do_Caso\"><\/span>Contexto do Caso<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O diretor executivo de uma empresa que presta servi\u00e7os de consultoria de gest\u00e3o empresarial, em mar\u00e7o de 2017, foi alvo de falsas informa\u00e7\u00f5es de pris\u00e3o, publicadas num blog, num total de cinco vezes, conforme descrito abaixo:<\/p>\n\n\n\n<ul>\n<li>Foi interrogado como suspeito de ass\u00e9dio sexual em fevereiro de 2017<\/li>\n\n\n\n<li>Foi preso por suspeita de ass\u00e9dio sexual<\/li>\n\n\n\n<li>Cometeu atos que se enquadram em ass\u00e9dio sexual, mas chegou a um acordo ou concilia\u00e7\u00e3o com a v\u00edtima feminina<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Estes artigos foram publicados pelo r\u00e9u, dando a impress\u00e3o de que foram escritos pela empresa do autor ou por uma ag\u00eancia de not\u00edcias.<\/p>\n\n\n\n<p>Os detalhes do caso n\u00e3o s\u00e3o claros, mas em mar\u00e7o de 2019 (ano 31 da era Heisei), o r\u00e9u foi condenado a uma pena de pris\u00e3o efetiva de um ano e dois meses e de sete meses por difama\u00e7\u00e3o relacionada com as publica\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o. A difama\u00e7\u00e3o criminal j\u00e1 foi confirmada. A difama\u00e7\u00e3o criminal \u00e9 um delito que requer queixa (Artigo 232 do C\u00f3digo Penal Japon\u00eas), por isso, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prosseguir com o processo criminal sem a queixa da v\u00edtima. Portanto, o autor j\u00e1 apresentou uma queixa criminal, e o fato de ter sido proferida uma senten\u00e7a de pris\u00e3o efetiva sugere que o crime foi grave.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monolith.law\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/corporation-compensation-for-damages-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36620\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O_primeiro_caso_em_que_o_Diretor_Representante_se_tornou_o_queixoso\"><\/span>O primeiro caso em que o Diretor Representante se tornou o queixoso<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>O queixoso, atuando como Diretor Representante de uma empresa que presta servi\u00e7os de consultoria de gest\u00e3o empresarial, entre outros, iniciou um processo judicial contra o r\u00e9u, alegando que os artigos em quest\u00e3o constitu\u00edam difama\u00e7\u00e3o e pedindo uma indemniza\u00e7\u00e3o por danos emocionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u argumentou que as publica\u00e7\u00f5es foram feitas por simpatia para com a esposa do queixoso, que n\u00e3o recebia dinheiro para as despesas de vida do queixoso e estava a sofrer ass\u00e9dio moral. O queixoso argumentou que o r\u00e9u continuou a contactar a esposa do queixoso, por quem tinha sentimentos, e quando isso se tornou imposs\u00edvel, fez as publica\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o por vingan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta a isto, o tribunal decidiu que,<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>em rela\u00e7\u00e3o aos artigos em quest\u00e3o, &#8220;diminui a avalia\u00e7\u00e3o objetiva recebida pela sociedade&#8221;, reconhecendo a difama\u00e7\u00e3o civil, e ordenou ao r\u00e9u que pagasse uma indemniza\u00e7\u00e3o de 1.200.000 ienes, custos de advogado de 150.000 ienes, num total de 1.350.000 ienes.<\/p>\n<cite> Senten\u00e7a do Tribunal Distrital de T\u00f3quio, 25 de novembro de 2019 (Ano 1 da Era Reiwa) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o queixoso pediu 617.388 ienes como custos para a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es do remetente necess\u00e1rias para identificar o infrator, que foram suportados pela empresa do queixoso, mas como n\u00e3o foram suportados pelo queixoso, n\u00e3o foram reconhecidos como danos do queixoso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/monolith.law\/reputation\/defamation-and-decline-in-social-reputation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/monolith.law\/reputation\/defamation-and-decline-in-social-reputation[ja]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monolith.law\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/corporation-compensation-for-damages-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36622\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O_segundo_caso_em_que_a_empresa_foi_a_queixosa\"><\/span>O segundo caso em que a empresa foi a queixosa<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>Ter\u00e1 havido um caso em que os custos de solicita\u00e7\u00e3o de divulga\u00e7\u00e3o do remetente n\u00e3o foram reconhecidos? No mesmo caso, a empresa cujo diretor representativo era o queixoso no primeiro caso tornou-se agora o queixoso, e um processo foi iniciado para solicitar o pagamento de danos intang\u00edveis com base na difama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal abordou cinco artigos que foram levantados no primeiro caso,<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Os artigos em quest\u00e3o indicam o facto de A, o representante do queixoso, ter cometido um ato de indec\u00eancia for\u00e7ada e ter sido preso, e com base na aten\u00e7\u00e3o e leitura normais do leitor geral, d\u00e1 a impress\u00e3o de que o queixoso \u00e9 uma empresa cujo representante \u00e9 uma pessoa que foi presa por um crime sexual, por isso os posts em quest\u00e3o devem ser considerados como diminuindo a avalia\u00e7\u00e3o social do queixoso (al\u00e9m disso, nem o facto de A ter cometido um ato de indec\u00eancia for\u00e7ada em fevereiro ou mar\u00e7o de 2017 (ano 29 da era Heisei) nem o facto de ter sido preso por isso podem ser reconhecidos por qualquer das provas em quest\u00e3o). Portanto, todos os posts em quest\u00e3o s\u00e3o difamat\u00f3rios para o queixoso, e um ato il\u00edcito \u00e9 estabelecido por eles.<\/p>\n<cite> Senten\u00e7a do Tribunal Distrital de T\u00f3quio, 14 de outubro de 2020 (ano 2 da era Reiwa) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, considerando o conte\u00fado, m\u00e9todo, n\u00famero e motivo de cada post, que s\u00e3o maliciosos e ego\u00edstas, e o facto de cada artigo se concentrar em A, que \u00e9 o diretor representativo do queixoso, e n\u00e3o visar diretamente a empresa que \u00e9 o queixoso, o tribunal considerou que 600.000 ienes seriam apropriados para avaliar monetariamente os danos intang\u00edveis sofridos pela empresa que \u00e9 o queixoso devido a cada post.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, o tribunal ordenou ao r\u00e9u que pagasse um total de 1.060.000 ienes, reconhecendo como danos com uma rela\u00e7\u00e3o causal 400.000 ienes dos 617.388 ienes necess\u00e1rios para identificar o postador e 60.000 ienes para as despesas do advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resultado, o r\u00e9u foi ordenado a pagar um total de 2.410.000 ienes em indeniza\u00e7\u00e3o por danos em dois julgamentos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/monolith.law\/reputation\/honor-infringement-and-intangible-damage-to-company\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/monolith.law\/reputation\/honor-infringement-and-intangible-damage-to-company[ja]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/monolith.law\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/corporation-compensation-for-damages-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-36621\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"%E2%80%9CProibicao_de_Iniciar_Acoes_Judiciais_Duplicadas%E2%80%9D_e_%E2%80%9CNe_Bis_in_Idem%E2%80%9D\"><\/span>&#8220;Proibi\u00e7\u00e3o de Iniciar A\u00e7\u00f5es Judiciais Duplicadas&#8221; e &#8220;Ne Bis in Idem&#8221;<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h3>\n\n\n\n<p>No Artigo 142 do C\u00f3digo de Processo Civil Japon\u00eas (C\u00f3digo de Processo Civil Japon\u00eas), a inicia\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es judiciais duplicadas \u00e9 proibida.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Artigo 142: As partes n\u00e3o podem iniciar uma nova a\u00e7\u00e3o judicial sobre um caso que j\u00e1 est\u00e1 pendente no tribunal.<\/p>\n<cite> C\u00f3digo de Processo Civil Japon\u00eas (Proibi\u00e7\u00e3o de Iniciar A\u00e7\u00f5es Judiciais Duplicadas) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a segunda parte do Artigo 39 da Constitui\u00e7\u00e3o Japonesa (Constitui\u00e7\u00e3o Japonesa) explicita o princ\u00edpio do Ne Bis in Idem.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Artigo 39: Ningu\u00e9m pode ser responsabilizado criminalmente por um ato que era legal no momento da execu\u00e7\u00e3o ou por um ato que j\u00e1 foi declarado inocente. Al\u00e9m disso, ningu\u00e9m pode ser responsabilizado criminalmente novamente pelo mesmo crime.<\/p>\n<cite>Constitui\u00e7\u00e3o Japonesa (Proibi\u00e7\u00e3o de Retroatividade Penal, Ne Bis in Idem) <\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a isso, o r\u00e9u argumentou que a a\u00e7\u00e3o atual (Caso 2) \u00e9 id\u00eantica \u00e0 a\u00e7\u00e3o anterior (Caso 1) e, portanto, viola o Artigo 142 do C\u00f3digo de Processo Civil Japon\u00eas e o princ\u00edpio do Ne Bis in Idem estabelecido na segunda parte do Artigo 39 da Constitui\u00e7\u00e3o Japonesa, e por isso deve ser rejeitada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta, o tribunal afirmou que, como a decis\u00e3o no Caso 1 foi finalizada antes do in\u00edcio do Caso 2, o Caso 1 n\u00e3o se enquadra na defini\u00e7\u00e3o de &#8220;caso pendente no tribunal&#8221; estabelecida no Artigo 142 do C\u00f3digo de Processo Civil Japon\u00eas, e portanto, a a\u00e7\u00e3o do Caso 2 n\u00e3o viola o referido artigo. Al\u00e9m disso, a segunda parte do Artigo 39 da Constitui\u00e7\u00e3o Japonesa se refere \u00e0 responsabilidade criminal, portanto, n\u00e3o se aplica \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o atual, que \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal tamb\u00e9m afirmou que:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p class=\"has-black-color has-text-color\">[Cita\u00e7\u00e3o] O objeto da a\u00e7\u00e3o atual \u00e9 o direito de indeniza\u00e7\u00e3o do autor contra o r\u00e9u com base em ato il\u00edcito, enquanto o objeto da a\u00e7\u00e3o anterior \u00e9 o direito de indeniza\u00e7\u00e3o de A contra o r\u00e9u com base em ato il\u00edcito. Como o autor e A, que \u00e9 o diretor representante, s\u00e3o personalidades distintas, e n\u00e3o h\u00e1 identidade entre os objetos das duas a\u00e7\u00f5es, a a\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o viola o Artigo 142 do C\u00f3digo de Processo Civil Japon\u00eas.<\/p>\n<cite>Idem<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u, que foi condenado no Caso 1 a pagar 1,35 milh\u00f5es de ienes ao autor do Caso 1, argumentou que, como o autor do Caso 1 \u00e9 o diretor representante da empresa que \u00e9 a autora do Caso 2 e, portanto, \u00e9 essencialmente a mesma pessoa, se a indeniza\u00e7\u00e3o do Caso 2 fosse concedida al\u00e9m da indeniza\u00e7\u00e3o concedida no Caso 1, isso equivaleria a uma dupla avalia\u00e7\u00e3o do dano. No entanto, como a empresa autora e seu diretor representante s\u00e3o personalidades distintas, n\u00e3o h\u00e1 uma dupla avalia\u00e7\u00e3o do dano.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Resumo\"><\/span>Resumo<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>N\u00e3o apenas em casos de difama\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m em processos que alegam viola\u00e7\u00e3o de direitos, se a v\u00edtima estiver a gerir uma empresa, mesmo que a empresa em quest\u00e3o n\u00e3o seja diretamente o alvo de difama\u00e7\u00e3o, os direitos da empresa podem ser violados e pode haver danos comerciais. Portanto, n\u00e3o apenas o indiv\u00edduo gestor, mas tamb\u00e9m a empresa como entidade jur\u00eddica, podem, dependendo das circunst\u00e2ncias, tornar-se queixosos separadamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Apresentacao_das_medidas_adotadas_pelo_nosso_escritorio\"><\/span>Apresenta\u00e7\u00e3o das medidas adotadas pelo nosso escrit\u00f3rio<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2>\n\n\n\n<p>O nosso escrit\u00f3rio de advocacia Monolis \u00e9 especializado em IT, particularmente na intersec\u00e7\u00e3o entre a Internet e a lei. Nos \u00faltimos anos, as informa\u00e7\u00f5es relacionadas com danos \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o e difama\u00e7\u00e3o que se espalharam na Internet t\u00eam causado s\u00e9rios danos sob a forma de &#8220;tatuagens digitais&#8221;. No nosso escrit\u00f3rio, oferecemos solu\u00e7\u00f5es para lidar com estas &#8220;tatuagens digitais&#8221;. Os detalhes est\u00e3o descritos no artigo abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/monolith.law\/digitaltattoo\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/monolith.law\/digitaltattoo[ja]<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 comum iniciar um processo de indemniza\u00e7\u00e3o por danos em caso de difama\u00e7\u00e3o online que constitua difama\u00e7\u00e3o. Mas quem ser\u00e1 o principal requerente numa a\u00e7\u00e3o de indemniza\u00e7\u00e3o por difama\u00e7\u00e3o? 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